Mercados

Os nossos mercados de rua precisam de nós. Hoje, em Tentúgal, a feira estava a meio gás, metade dos feirantes, quase sem clientes. Talvez tudo seja um reflexo da mudança que o mundo tem. Mas, na verdade, pouco tem sido feito por estes mercados para além do discurso bonito de reativar os mercados de cadeia curta ou de proximidade. Este feijão avinhado, pouco conhecido aqui por Tentúgal, veio do Seixo e diz que é bom para a feijoada, sobretudo, de caça. “Fica a feijoada mais vermelhinha e saborosa”.

As batatas vêm de França, que as portuguesas não deram nada, mas dizia o senhor: “com estas batatas nem precisa de comer pão!”. Eu pensei, quase se podia fazer uma palestra com esta frase. Mas a verdade, é que os produtos são vendidos em mercados tradicionais, mas sem qualquer critério. Para além disso, dava tanto jeito assistir a uma preocupação das entidades públicas e municipais para com estes mercados. As franjas, aquelas que não chegam à TV e às notícias, também são feitas de carne e osso e têm rosto e precisam de viver.

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