Em Viagem

Um dos méritos desta Confraria é, precisamente, afirmar o Solar Condes de Resende como Casa Queirosiana Internacional. Para tal, desenvolvem protocolos com instituições estrangeiras que tratam a investigação e a divulgação da figura e obra queirosiana. É este estender de braços que dá substância e que permite, também, universalizar a cultura portuguesa
A ria exibe-se com todo o esplendor quando navegada por um barco Moliceiro. É a cor que se espraia pela água, é a presença humana que se mostra, é a prova da interação entre o homem e a ria. Antes embarcação de trabalho, é hoje símbolo cultural e identitário de toda a Ria de Aveiro e, sobretudo, motivo de atração a esta zona do litoral português. Todos os turistas, visitantes ou curiosos da Ria querem conhecer o microcosmo lagunar a bordo de um barco Moliceiro.
Centrados, naturalmente, no chícharo quase nos esquecemos da riqueza paisagística e geológica de Alvaiázere. Com vários pontos de interesse, este ponto no Maciço Calcário, onde na Serra de Alvaiázere está o ponto mais alto de todo o Maciço da Serra do Sicó, apresenta vários percursos pedestres onde é possível admirar, quer a geologia da região, quer a presença dos vários povos que ocuparam a Península Ibérica, quer ainda a fauna e flora onde se destacam as ervas aromáticas que acompanham quem por ali passeia.
Trancoso, a par do património arquitetónico e histórico, exibe um importante património doceiro que nos mostra, sobretudo, a alma criativa de um povo que soube criar, no planalto, entre montanhas, um doce a lembrar as sardinhas pescadas no litoral. As de Trancoso têm a cobri-las chocolate em vez de sal, em vez de saberem a mar, sabem a uma saborosa mistura de açúcar, ovos e amêndoa.
Tanta cor, tanto aroma, tanta textura, tanto gosto que inspira uma visita ou a permanência no Arquipélago da Madeira. Descobrem-se no paladar os inúmeros sabores madeirenses, aviva-se o olhar com tal imensidão de cor, satisfazem-se os apetites com ementas tão ricas e peculiares.
Encostado ao Mondego, Tentúgal surge na paisagem na imponência dos seus monumentos e com o doce sabor que o caracteriza, o Pastel de Tentúgal. Criado pelas mãos das irmãs professas no Carmelo de Tentúgal desde o século XVII, este doce tesouro distingue-se sobretudo pela sua delicada e fina massa e pela sua imensa e rica história.
Nome grande nas raças autóctones, a Raça Barrosã impressiona não só pela excelência da carne, mas também pela imponência do animal, sobretudo, pela forma, espessura e cor da armadura. Símbolo de riqueza para as gentes do Barroso, é olhado e exibido com orgulho por quem o lida e com ele conta para fazer face às dificuldades da vida.
A Geografia faz os Homens, mas os Homens também fazem a Geografia. Assim foi com a Gândara, de um terreno inóspito e infértil os homens fizeram um naco de terra produtivo, de um local raro de vegetação fizeram os homens uma mancha verde, de uma terra despovoada fizeram os homens um local procurado para fixação humana.
A famosa broa de Avintes traça a linha da alimentação local sendo o acompanhamento de todo e qualquer prato na mesa dos avintenses, sobretudo, nos dias de festa. Escura pela mistura de farinhas de milho branco e centeio, densa como qualquer boa broa deve ser, de pouca côdea, a broa de Avintes caracteriza-se por um sabor inigualável.
No recolhimento do Mosteiro de Odivelas nasce uma receita que se distingue das demais, não só pelo afamado sabor, mas sobretudo pela cor, a cor branca da Marmelada de Odivelas. Famosas pela doçaria que praticavam, na abundância dos ingredientes que nunca faltavam, as freiras bernardas da Ordem de Cister para sempre ficaram na memória do gosto pela sua doce marmelada.
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