Julho 30, 2020

Quando a fome encontra a abundância é sempre um encontro feliz. A fome rejubila pelo fim do jejum forçado e prolongado e sente, na abundância, o sabor a dobrar. Ao invés de pensarmos que a fome não tem sabor, apetece dizer que a fome sabe a tanto de tanto sonhar com os sabores da abundância. Foi no encontro feliz entre a fome e a abundância que descobrimos tantas coisas boas. Inexorável e indestrutível nos seus propósitos, a fome desde sempre exigiu sacrifícios. Nesse tempo sem tempo, algures na história da escassez, a morte do animal era vivida com angústia. Sim, a imensidão da abundância de um animal sacrificado era a alegria da comunidade.
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